Por algum tempo a minha relação com essa palavra me causava arrepios! Vinda do mundo organizacional eu tinha a interpretação que ela era sinônimo de dedicar até a última gota da minha energia. Fazer mais com menos, fazer mais em menos tempo, trabalhar mais, me exigir mais… E sim, eu me orgulhava em dizer que eu vivia correndo, que não tinha tempo para mais nada e que estava ‘na correria’.

Com o passar do tempo, o cansaço e o questionamento de algumas das minhas verdades eu comecei a perceber o quanto de tempo gastava com coisas desnecessárias, com interferências externas e com o famoso real time que a tecnologia proporciona (emails, smartphones, internet, etc). Com a intenção de uma nova experiência de vida, com mais presença e atenção para o aqui e agora fui aprendendo a me apropriar mais do momento presente, reconhecer as atividades que estavam ao meu alcance de realizar a cada momento, e que o sofrimento ou pré-ocupação vivem no tempo passado (que eu não posso mais voltar) ou ainda no tempo futuro (que ainda não chegou e talvez nem acontecerá!).

Percebi aí uma nova possibilidade, uma nova perspectiva para a produtividade, ela pode ser sinônimo de fazer o que tem que ser feito sim, mas no tempo necessário para a realização de cada atividade e poder desfrutar do tempo também de uma nova forma.

E a verdade é que o trabalho não vai acabar, as atividades domésticas não vão acabar, sempre haverá algo a mais para estudar, um novo post na timeline para conferir, uma nova mensagem no whatsapp e que somos responsáveis por escolher onde e no que investir a minha energia. Quem sabe, a nova definição de produtividade não possa ser escolher com consciência para avançar, evoluir?

Assim eu sigo a minha busca por ser produtiva sim, mas para viver melhor, para me cuidar mais, para ter mais tempo livre e desfrutar do presente que recebo a cada dia.